quarta-feira, 31 de maio de 2017

Estar em boa companhia - Uma pessoa representa Deus 3

Todo ser humano deve ser admirado em face de sua história de vida, mesmo que tenha cometido muitos equívocos. A compreensão das estratégias de vida, das atitudes e dos vínculos levados a efeito por alguém, principalmente naqueles que lhes são inconscientes, levar-nos-á à percepção de como Deus estruturou o ser humano. O ser inconsciente que se é serve como demonstração da face psíquica oculta do ser humano. Mesmo que, na personalidade que a nós se apresenta, não encontremos motivos de admiração, tentemos perceber as razões inconscientes que a movem, e, certamente, poderemos enxergar a natureza divina no ser humano.



Extraído do livro O bom da vida. 

terça-feira, 30 de maio de 2017

Estar em boa companhia - Uma pessoa representa Deus 2

Todo ser humano deve ser respeitado e visto em sua singularidade. É sempre bom percebermos a persona do outro, isto é, como ele se nos apresenta, e tentarmos em seguida tratá-lo como um ser humano em sua simplicidade. Não ferir o lugar (posição social e referencial) em que se coloca, mas tentar considerá-lo a pessoa que ele próprio gostaria de apresentar. Todos nós utilizamos a persona no trato com o outro, por conta do campo externo em que nos situamos. É importante que levemos o outro a, aos poucos, desvestir-se da persona à medida que nós próprios saiamos do senso comum e nos mostremos na singularidade divina que somos. Portanto, nenhum de nós se revela na totalidade de sua personalidade quando no contato com o outro. Revela o que é possível e atende a seus próprios interesses e objetivos conscientes e inconscientes.


Extraído do livro O bom da vida.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Estar em boa companhia - Uma pessoa representa Deus 1

Não só somos representantes de Deus como, principalmente, o outro em nossa vida confirma Sua existência. Devemos considerar sempre que cada ser humano é um ato divino e uma janela para Sua compreensão. Observar as pessoas sem lhes censurar condutas ou lhes criticar como a nós se apresentam, poderá nos fazer perceber singularidades especiais. É típico do ser humano colocar os outros na vala comum da vulgaridade até que se estabeleça um contato afetivo. Geralmente partimos do princípio que as pessoas são ameaças para nós. Temos dificuldade em enxergar a natureza divina e transcendente nas pessoas, preferindo enquadrá-las como ameaçadoras a nossa integridade. São tidas como estranhas até que nos demonstrem suas intenções.




Extraído do livro O bom da Vida. 

domingo, 28 de maio de 2017

Estar em boa companhia - A arte de incluir 4

Incluir é compreender o outro, fazendo-o sentir-se entendido naquilo que fala. Qualquer pessoa que se sente compreendida pelo outro, reafirma sua personalidade, saindo da posição de confronto. Mesmo sendo negados por alguém, devemos compreender as razões que lhe fazem pensar daquela maneira. É uma arte afirmar seus princípios sem negar os dos outros. Incluir é acolher a pessoa com o coração, olhando-a nos olhos, favorecendo a que expresse o que deseja, tentando fazer com que ela esgote o que quer falar.Incluir é não negar o outro, permitindo que ele afirme sua opinião. Nossa opinião a lhe ser expressa não deve simplesmente negar o que ele disse. Deve principalmente afirmar o que se acredita. Portanto, não há necessidade de dizer “eu discordo de você” ou “eu penso o contrário de você”. Dizer algo que se assemelhe a negar a afirmação do outro promove certos bloqueios à aceitação de nossas ideias. Pensar diferente de alguém nem sempre significa estar com a razão.


Extraído do livro O bom da vida.

sábado, 27 de maio de 2017

Estar em boa companhia - A arte de incluir 3

Pessoas extrovertidas têm maior número de relações com outras do que as introvertidas, e isso favorece mais possibilidades de compreensão de si mesmas e do mundo à sua volta. Como tudo tem um preço, geralmente o extrovertido tem relações mais superficiais.Incluir é compreender o outro, fazendo-o sentir-se entendido naquilo que fala. Qualquer pessoa que se sente compreendida pelo outro, reafirma sua personalidade, saindo da posição de confronto. Mesmo sendo negados por alguém, devemos compreender as razões que lhe fazem pensar daquela maneira. É uma arte afirmar seus princípios sem negar os dos outros.



   Extraído do livro O bom da vida. 

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Estar em boa companhia - A arte de incluir 2

Devemos incluir um maior número de pessoas com as quais estabeleceremos relações qualitativamente superiores. A qualidade da relação inclui o que lhes queremos dar e o que delas queremos receber, assim como a importância que lhes atribuímos em nossa vida. Escutá-las atentamente, demonstrando-lhes compreender o que dizem, sem opor-lhes a fala, favorece que se sintam incluídas por nós. É preciso escutar com o coração. Muito embora, na vida, incluamos poucas pessoas como amigas, tal não ocorre com a quantidade daquelas que dela fazem parte. Estas devem ser contadas às centenas, a fim de que se ampliem cada vez mais nossos laços de fraternidade. Isolarmo-nos, mesmo que com poucos amigos, reduz a possibilidade de aprendermos com os outros, o que nos educaria as emoções.


Extraído do livro O bom da vida.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Estar em boa companhia - A arte de incluir 1

Passamos boa parte da vida excluindo pessoas com o intuito de estabelecermos a identidade pessoal. Isso é natural e comum em algumas fases da vida. Tal atitude deve ser contrabalançada com a inclusão de pessoas em nossa vida, pois precisamos dos outros para completar os vazios existenciais cotidianos. O hábito de excluir é feito de forma sumária e, muitas vezes, definitiva. O hábito de incluir é feito com desconfianças e restrições, tornando-se um feito parcial. Nem sempre incluímos com o coração por conta dos medos e receios de perdemos nossa própria identidade. Incluir pessoas em nossa vida, colocando-as como companheiras ou amigas no seleto grupo que elegemos, nos permite estabelecer importantes e úteis vínculos afetivos. Essas pessoas se tornam referenciais, os quais se configuram como âncoras nos momentos decisivos da vida, pois é para elas que dirigimos nossos pensamentos e emoções.

Extraído do livro O bom da vida.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Estar em boa companhia 9

As pessoas que porventura foram a melhor companhia e que já não podem estar conosco por qualquer motivo, devem ser conservadas em nossa memória, na lembrança dos bons momentos. Não devemos comparar outras pessoas que participam de nossos momentos felizes com aquelas que os tornaram mágicos. Não nos sentiremos bem com a comparação, pois tenderemos a desvalorizar o momento presente, bem como as pessoas que deles fazem parte.

Extraído do livro O bom da vida.

terça-feira, 23 de maio de 2017

Estar em boa companhia 8

A solidão na velhice, por conta da baixa vitalidade e da rejeição social, é bem pior do que antes desta fase da vida. Previne-se contra a velhice solitária quando se cria e executa projetos de vida que não sofram solução de continuidade com a baixa vitalidade física. Fazer amigos entre pessoas idosas amplia a compaixão de quem com elas compartilha alguns momentos da vida. Nem sempre conseguimos estar com as pessoas em companhia das quais nos sentimos bem. Nem sempre merecemos. Embora não haja limites para desejar, existe para ter o que se quer. Quando transformamos os momentos que vivemos em ricas experiências de contato com o outro, a ausência de alguém não nos faz sofrer, muito embora a saudade apareça.


Extraído do livro O bom da vida.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Estar em boa companhia 7

Cercar-se de boas companhias é garantia de uma velhice tranquila e prazerosa. É uma arte construir e manter amizades sólidas. A certa altura da vida não vale mais a pena rejeitar-se uma boa conversa com alguém desconhecido, rir de uma situação engraçada consigo mesmo, bem como oferecer o prazer de sua companhia sempre que a situação couber. A vida tem seu lado bom bem vivido quando a pessoa deixa de julgar os atos alheios, transborda sua alegria íntima contagiando os outros e sente uma perfeita integração nos ambientes que frequenta.  Estar a sós pode nos fazer entrar mais em contato com nossa própria natureza, pois não estaremos representando para alguém ou criando uma persona para a relação com o outro. Porém, se isso poderá nos ajudar na descoberta de nós mesmos, também nos tornará mais limitados na percepção da Humanidade em nós, pois não teremos espelhos para enxergar que somos seres coletivos. A experiência de relacionar-se com alguém é o campo de materialização que nos permite perceber e pôr à prova tudo o que pensamos e sentimos a respeito de nós próprios e do mundo.

 Extraído do livro O bom da Vida.

domingo, 21 de maio de 2017

Estar em boa companhia 6

A companhia de uma pessoa não pode ser algo “comprado” nem coercitivo, pois a espontaneidade é componente natural de bons momentos de prazer com alguém. Uma boa companhia sabe quando sua presença não acontece por interesses outros que não sejam o simples prazer da presença. Quando o interesse não é explícito, existindo algo sub-reptício na relação com alguém, o prazer da companhia se torna artificial, dificultando a possibilidade de acontecer uma boa experiência. O estado de solidão de algumas pessoas pode ser decorrente da inabilidade em construir sólidas amizades ou de proporcionar boa companhia aos outros. Sendo por este motivo, cabe a prevenção assim como, a qualquer tempo, a abertura para novas amizades, sobretudo na “terceira idade”. O bom da vida deve ser experimentado em qualquer época, sob qualquer circunstância e sem a menor preocupação quanto ao julgamento coletivo.

Extraído do livro O Bom da Vida.

sábado, 20 de maio de 2017

Estar em boa companhia 5


Geralmente nos afastamos das pessoas que nos incomodam e que, de alguma forma, não têm os mesmos gostos e sentimentos que nós. Com isso, cada vez mais, vamos restringindo nosso círculo de relacionamentos, restando uns poucos amigos. Parece valer o princípio da não inclusão por falta de confiança em quem não se tem como amigo. É um mecanismo social natural, porém fomentador de solidão. Incluir, estabelecendo limites claros nas relações, é uma arte que poucos praticam. Via de regra queremos algo do outro, mas nem sempre nos dispomos a dar. Quando não queremos algo de material, desejamos mostrar nossa segurança, nossa inteligência, nosso status ou nosso poder sobre os outros. Tal atitude psíquica, às vezes, inconsciente, provoca reações desfavoráveis no outro, principalmente o sentimento de inferioridade com consequente necessidade de demonstrar o contrário, tornando-se, inadvertidamente, opositor de quem lhe fala. Isto contribui para a consolidação de uma personalidade arredia e isolada. O indivíduo se fortalece, mas paga o preço da solidão.

Extraído do livro O Bom da Vida