segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Lamento


Todas as vezes que por ignorância, atinjo alguém sem que minha vontade queira;
Quando minha inferioridade é causa do sofrimento de outra pessoa;
As oportunidades perdidas que tive para fazer o bem e não me toquei de sua importância;
Por assistir a miséria campeando enquanto já conquistei a forma de superá-la em minha vida;
Ao conviver com a violência e constatar minha incompetência em erradicá-la;
Ao ver crianças nas ruas, famintas, abandonadas e sem amor, e nada faço para retirá-las dessas condições;
Não amar o suficiente para transmitir esse sentimento na intensidade que desejo.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Pobre Ego


Quando não assume sua condição de legítimo representante do Espírito;
Quando sucumbe ao pensamento de menos valia e de reles e indigno ser;
Quando atende ao complexo do Inconsciente e aceita a depressão;
Quando prefere o vício ao domínio da vontade, a vilaneza em lugar do altruísmo;
Quando deseja o poder sobre o outro, caindo nas malhas da arrogância;
Quando seu natural egocentrismo atinge a doença do egoísmo;
Quando não sintoniza com o coração, a serviço do self;
Quando apenas crê sem sentir Deus.

domingo, 4 de novembro de 2012

Itens de fé


O desconhecido, misterioso e oculto, tem sido transformado em artigo de fé, em muitos casos, dificultando a compreensão humana sobre seu significado;
Vida espiritual, reencarnação, imortalidade, dentre outros temas, são colocados como assuntos pertinentes à fé, portanto, do domínio de religiões, restringindo a compreensão humana;
Um passo importante é colocá-los como naturais objetos de pesquisa científica, sem preconceitos ou tentativas de negação infantil;
Mais do que entregar tais temas à Ciência, é necessário que o ser humano desenvolva seu espírito crítico e destitua qualquer referencial de autoridade que ultrapasse sua razão, sua intuição e seu sentimento íntimo a respeito dos mesmos. O Espírito é o senhor da razão.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Pequenês


Quando nos curvamos ao destino, considerando-nos incapazes, culposos e inferiores, tornamo-nos pequenos;
Quando nos calamos diante da injustiça, do predomínio dos maus e do poder aviltante, fazemo-nos inferiores;
Quando nos omitimos diante da desordem, do caos e da falta de condições de sobrevivência humana, tornamo-nos pobres;
Quando nos orgulhamos diante da riqueza material, em detrimento do auxílio caritativo, tornamo-nos prisioneiros da arrogância;
Quando nos sentimos melhores e superiores que os outros, relegando a sociedade aos de conduta vil, tornamo-nos responsáveis pela miséria social;
Quando viramos a face à doença, ao sofrimento e ao infortúnio de outros, tornamo-nos algozes implacáveis;
Quando deixamos de ouvir o próprio coração, esquecemos que Deus é amor e que a Vida nos convida a senti-lo.