sábado, 6 de maio de 2017

Sentir-se Livre 5

Sobre caridade, não se trata de ingenuamente doar coisas às pessoas ou favorecê-las por obrigação religiosa ou mesmo em não lhes querer retribuição na forma de objetos ou valores. Refiro-me a ganhos subjetivos indiretos, tais como: atenção, carinho, compreensão, olhar, empatia, respeito etc.. Por outro lado, a atenção que damos a alguém implica na pessoa sentir-se acolhida e estimulada a permanecer em nossa companhia. Nesse estado, mais facilmente ela se sente à vontade para expor-se sem muitas reservas, mesmo que inicialmente se precavendo em fazê-lo. Quando lhes escutamos atentamente e o fazemos olhando em seus olhos, provocamos um certo encantamento, o qual estimula a conexão conosco. Dar atenção, olhar nos olhos e ser receptivo no contato com alguém lhe estimula inconscientemente a vontade de não só estar conosco como também a nos favorecer de alguma forma.

Extraído do livro O Bom da Vida.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Sentir-se Livre 4

Devemos aprender a viver sem nada exigir dos outros ou, no máximo, aceitando delas o que podem e querem dar. Nada devemos querer dos outros, evitando dessa forma depender diretamente de exigências para com as pessoas, o que evita se criar expectativas ao comportamento alheio. Nas mínimas coisas nada devemos exigir das pessoas ou achar que, o que elas têm, é imprescindível a nós e, por conseguinte, devemos obtê-lo a qualquer custo. Não devemos querer nada de ninguém que naturalmente não queira nos dar por livre manifestação de sua vontade. Isso significa que, no simples contato ou nas relações mais profundas com os outros, devemos doar de forma que lhes seja imperceptível. Sutilmente o fluxo de energia se movimentará na direção delas, pois a Vida se encarregará de proporcionar o caminho de volta. Quando agimos de forma a obter das pessoas alguma vantagem, isto é, que a energia se movimente inicialmente delas para nós, muitas vezes, provocamos nelas uma reação contrária, por conta de um mecanismo natural de bloqueio. Nesses casos, as pessoas sentem-se exploradas ou, por egocentrismo, querem primeiro receber algo para depois dar. Não confiam ou ainda não sabem que a Vida sempre proporcionará o retorno.

Extraído do livro O Bom da Vida.

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Sentir-se Livre 3

Em primeiro lugar, deve-se respeitar o direito de liberdade dos outros, isto é, não restringir a liberdade de ninguém, pois as pessoas têm o direito de ser quem querem e a fazer o que desejam, desde que não cerceiem o alheio. Quando o que querem ou fazem nos restringe a liberdade a que temos direito, devemos aprender a viver com essas restrições, mas buscando ultrapassá-las coerentemente, não permitindo que ninguém nos submeta. Quem vive com alguém e comanda a relação tem sua própria liberdade restringida. De alguma forma quem comanda perde sua liberdade por conta de seu comandado, que, sutilmente e, às vezes, inconscientemente, passa a manipular a relação. Ensinar as pessoas a serem livres e mostrar-lhes como conquistar a liberdade contribui para que, em nossa caminhada, não ocorram experiências que nos aprisionem. Quanto mais aprisionamos os outros mais a Vida nos levará a situações que exigirão de nós a conquista da liberdade.


Extraído do livro O Bom da Vida.

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Sentir-se Livre 2

O Espírito deve descobrir a própria liberdade de agir, dela tomar consciência e desfrutá-la, em meio a tantas proibições, evitando feri-las, o que lhe trará satisfação pessoal e proporcionará o bem-estar coletivo. Quando pertinente, deve aprender a transgredir, assumindo total responsabilidade pelos próprios atos. Transgredir, visando o bem comum, mesmo estando sujeito às sanções sociais e às admoestações coletivas, é uma arte a ser aprendida, pois denota inteligência e desejo de libertar-se das convenções aprisionantes. Sempre que normas coletivas firam o direito de todos e impeçam o desenvolvimento da sociedade para que haja paz social e exercício pleno da cidadania, cabe a desobediência civil. Tal desobediência representa o impulso ao crescimento e ao surgimento de novos modelos de progresso social. O uso pleno da liberdade se dá à medida que se tomam algumas decisões na vida, utilizando-se principalmente da criatividade, da intuição e da consciência de ser Espírito imortal nos atos comuns da vida, de forma madura e autodeterminada. Ser livre é mais do que fazer o que quer sem a menor preocupação com os resultados, pois é preciso ter senso de propósito para que se aproveite a prerrogativa da autonomia no viver.

Extraído do livro O Bom da Vida.


terça-feira, 2 de maio de 2017

Sentir-se Livre 1

A liberdade é uma condição de todo Espírito. Fomos criados na Natureza para viver em liberdade. Deus nos deu a liberdade para que conquistássemos o conhecimento de Suas leis. Todos somos livres, e ninguém, sob nenhum pretexto, tem direito sobre outrem ou tem privilégios que possam ser evocados. A liberdade é condição inerente à existência e se confunde com a singularidade do Espírito. Muito embora sejamos todos livres, existem limites que a condição humana impõe como experiência para se galgar os objetivos do viver. Não vive aprisionado quem sabe viver sob condições em que lhe faltem coisas e em que outras se lhe excedam, sem que tais experiências impeçam viver e aprender e lhe levem à estagnação. Ter e não ter são distintas experiências que promovem diferentes possibilidades de integração do saber ao Espírito. Ser livre não é, necessariamente, rejeitar a posse de bens, mas saber utilizá-los a serviço do bem-estar pessoal e coletivo.


Extraído do livro O Bom da Vida.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Prosperidade emocional 2

A vida na matéria nos convida ao contato constante com as emoções, exigência comum nas relações interpessoais. Sem lidar com a dimensão emocional, não se consegue enxergar o bom da vida em sua totalidade. Muito embora se possa encontrar prazer, satisfação e aprendizado numa vida em que se utiliza muito mais do mundo mental, objetivo e racional, perde-se uma parte do bom da vida associada ao que o Criador reservou exclusivamente para o contato com as forças instintivas do Universo. O mundo das emoções pertence à dimensão não física, imaterial; portanto, é aquele que insere o Espírito no domínio do que o credencia a vivenciar experiências transcendentes. Nessa dimensão é que se apreende as leis de Deus, cujo conhecimento liberta o Espírito das contingências materiais. As experiências não emocionais ocorrem para que o Espírito se credencie a vivenciar de forma consciente os sentimentos que surgem de sua própria essência.


Extraído do livro O Bom da Vida.

domingo, 30 de abril de 2017

Prosperidade emocional 1

O bom domínio das emoções é garantia de uma vida psíquica saudável. O equilíbrio emocional permite o bom uso do senso crítico, favorecendo adequadas escolhas para o desenvolvimento pessoal. Uma pessoa próspera, necessariamente, é alguém que alinhou suas capacidades intelectivas com o uso pertinente de suas emoções. O senso de oportunidade para o aproveitamento dos momentos da vida requer a propriedade de si mesmo, o discernimento da emoção que se sente e a assertividade no propósito que se deseja alcançar. A prosperidade emocional favorece a vivência do bom da vida, tornando-a mais comum nas experiências cotidianas.


 Extraído do livro O Bom da Vida.

sábado, 29 de abril de 2017

Viver com Emoções - Aprendizagem com a sensação e o sentimento


Aprender a usar o corpo como instrumento movido por estímulos externos e internos, que possuem suas leis específicas, é fator de crescimento, principalmente quando são compreendidos como símbolos a serem decodificados. O Espírito necessita utilizar seus instintos, suas emoções e sua capacidade de conectá-los para elaborar complexos julgamentos a respeito da vida. A função que nos permite comparar ou agrupar os elementos que compõem a realidade percebida, possibilita o desenvolvimento da capacidade de nos guiar por cenários próprios, mobilizando o Universo. O colorido que emprestamos à realidade é próprio desta função, que capacita o Espírito a enxergar o bom da vida. Graças aos instintos, que promovem o desenvolvimento das emoções, embriões geradores de sentimentos, o Espírito aprende a estabelecer os julgamentos necessários a suas escolhas. Os cenários que constrói e os julgamentos que estabelece oferecem o discernimento necessário para perceber o bom da vida. A sensação nos permite desenvolver a capacidade crítica, guiando-nos pelos instintos, sem, no entanto, a eles nos submeter. Com eles, vamos aprendendo a construir sentimentos e elaborando as emoções primitivas para que elas não nos tomem. Os instintos corporais são guias que nos permitem conhecer como a Natureza nos fez e os sentimentos são poderosas alavancas que nos levam à compreensão do que ela quer conosco.

Extraído do livro O Bom da Vida.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Viver com Emoções - Distinguir prazer de Felicidade


O ser humano, em suas ações, pensamentos e sentimentos, busca a felicidade. Aprende, nas várias experiências em que busca o prazer, a encontrar a felicidade, mas sem uma noção precisa do que conquistou. Passo a passo, através do corpo e da mente, assimila as leis de Deus para alcançar sua plenitude espiritual. Busca, psiquificando tudo que interpreta oriundo de suas sensações, passar do prazer corporal às experiências enriquecedoras do Espírito. Às sensações do corpo, ocupa-se em acrescentar as emoções da alma, pois estas permitem saltos de qualidade na evolução individual. Sem desprezar os prazeres do corpo, dando-lhe a intensidade adequada aos seus propósitos, percebendo que sua felicidade depende mais da qualidade e do valor do que sente, investe no que lhe proporciona a perenidade de sua paz interior. O bom da vida não dispensa o prazer, mas o situa como uma escolha ao que promove o desenvolvimento da personalidade e a realização pessoal.


Extraído do livro O Bom da Vida.

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Viver com Emoções - Educar sem reprimir-se e nem se exceder 2

O bom da vida requer a liberação consciente das emoções que irrompem na Consciência, sem que se considere um mal ou um atraso na personalidade. Emoções são vetores carregados de energia a serviço da Vida, para que o Espírito possa desfrutá-la. Por outro lado, liberar de forma excessiva as emoções sem a devida educação, ou pelo menos sem que se desenvolva o equilíbrio, levará o indivíduo ao descontrole e a dificuldades em ser aceito socialmente. Como toda falta é prejudicial, todo excesso também o é.



Extraído do livro O Bom da Vida.

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Viver com Emoções - Educar sem Reprimir-se nem se Exceder 1


Quando não se consegue liberar adequadamente as emoções, reprimindo-as, provoca-se o acúmulo de tensões que exigem compulsoriamente expressão. Quando o desejo emocional surge e não é naturalmente vivido, promove, tempos depois, o surgimento de angústia, de frustração e de vazios existenciais. Quem muito reprime as emoções acaba por liberá-las explosivamente. Esse é o motivo por que pessoas que se mostram bem calmas, de vez em quando explodem com mínimas contrariedades. É necessário aprender a liberar adequadamente as emoções, não permitindo seu acúmulo nem esquecimento de que elas jazem cumulativamente no Inconsciente.

terça-feira, 25 de abril de 2017

Viver com Emoções - Valorizar e Legitimar as Emoções 2

A valorização de uma emoção deve implicar no aproveitamento da oportunidade para a integração da resultante da experiência no repertório emocional pessoal. Todo momento é oportunidade de crescimento emocional e de autopercepção, visando o aperfeiçoamento espiritual da pessoa. Desfrutar o bom da vida também requer a total capacidade de experimentar a empatia nas relações interpessoais. Deve-se evitar fugir do contato com uma emoção no momento em que ela é percebida. Estar em contato com ela significa que a própria alma está se expressando, cuja percepção favorecerá o autoconhecimento e a autotransformação.


Extraído do livro O Bom da Vida.