Sobre caridade, não
se trata de ingenuamente doar coisas às pessoas ou favorecê-las por obrigação
religiosa ou mesmo em não lhes querer retribuição na forma de objetos ou
valores. Refiro-me a ganhos subjetivos indiretos, tais como: atenção, carinho,
compreensão, olhar, empatia, respeito etc.. Por outro lado, a atenção que damos
a alguém implica na pessoa sentir-se acolhida e estimulada a permanecer em
nossa companhia. Nesse estado, mais facilmente ela se sente à vontade para
expor-se sem muitas reservas, mesmo que inicialmente se precavendo em fazê-lo.
Quando lhes escutamos atentamente e o fazemos olhando em seus olhos, provocamos
um certo encantamento, o qual estimula a conexão conosco. Dar atenção, olhar
nos olhos e ser receptivo no contato com alguém lhe estimula inconscientemente a
vontade de não só estar conosco como também a nos favorecer de alguma forma.
Extraído do livro O Bom da Vida.










