segunda-feira, 24 de julho de 2017

Estabelecer conexões mediúnicas 2

Estabelecer contatos conscientes com mentes desencarnadas que se situem em planos elevados, cujas ideias estejam na faixa do bem comum e da paz individual e coletiva, proporciona a sensação do êxtase místico que revela a transcendência da vida e do destino humano. Trata-se de uma sensação agradável de bem-estar com consequente sentimento de pertencimento a algo maior e mais próximo do Divino. A mediunidade é superior faculdade da alma que conecta o Espírito a sua dimensão de essência, fazendo sentir-se em consonância com sua verdadeira natureza.


Extraído do livro O bom da vida.

domingo, 23 de julho de 2017

Estabelecer conexões mediúnicas 1

A mente humana é um canal de comunicação sempre disponível ao contato, emitindo e recebendo informações que a fazem participar da dinâmica universal. À mente, conectam-se outras de diferentes dimensões, que se associam por sintonia e pelo desejo do estabelecimento de contato e entendimento. Quando mais maduro, o Espírito direciona sua mente para ligações com outras que lhe possam fazer crescer e adiantar-se espiritualmente, não se detendo em relações psíquicas inferiores. Quando o Espírito experimenta o bom da vida, mantém-se em comunhão com as Mentes Superiores que governam os destinos humanos, acessando o que há de melhor e mais adequado para sua evolução.


 Extraído do livro O bom da vida.

sábado, 22 de julho de 2017

Fazer o bem 8

Pode-se fazer o bem por julgar que o outro seja moralmente merecedor, como também não o fazer, baseando-se no critério de que a pessoa apresenta um caráter duvidoso ou imoral; em ambos os casos, passível de equívoco pelo risco da projeção da sombra, o julgamento moral se torna o critério para a ação no bem. Pode-se também fazer o bem a alguém considerando que esse alguém necessita de um exemplo para que se erga espiritual ou materialmente. Este critério, mesmo partindo de uma racionalização, pode ser útil a si próprio e aos envolvidos na ação pelo bem. O princípio geral da ação no bem deve conter o desejo íntimo de se tornar uma pessoa bondosa, de minorar o sofrimento do outro e construir uma sociedade mais fraterna e feliz. O bom da vida se amplia quando se tem a consciência em paz pelo bem que é proporcionado ao outro e a todas as pessoas, sem qualquer limite ou critério que exclua ou discrimine alguém.

 Extraído do livro O bom da vida.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Fazer o bem 7

Fazer ou não o bem de acordo com o julgamento pessoal sobre o merecimento do outro, mesmo sendo uma racionalização do ato de bondade, não deixa de ser meritório. Fazer o bem é um ato que pode ser antecedido por muitas construções de ideias. Antes de sua execução há quem julgue o merecimento do outro baseando-se no que entende ser o melhor para seu destino. Este julgamento deve sempre incluir a ideia de que todos merecem não sofrer.


Extraído do livro O bom da vida.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Fazer o bem 6

Fazer o bem como escolha ante o desejo impulsivo de agir de forma contrária requer amadurecimento emocional e senso de propósito, a fim de que não se descarregue no outro o próprio mundo sombrio. A raiva gerada pela contrariedade ante a atitude de alguém pode desencadear o surgimento da sombra, qual fantasma que se movimenta nos subterrâneos da psiquê humana, muitas vezes de forma autônoma. Quem vive o bom da vida já aprendeu que as polaridades do mal e do bem convivem mutuamente na dinâmica psíquica, requerendo discernimento e respeito aos seus significados.


Extraído do livro O bom da vida.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Fazer o bem 5

O bem emana do sistema de valores adotado pelo ser humano, em consonância com sua percepção do Divino, cujo entendimento pode gerar culpa e consequente sofrimento tanto quanto libertação da consciência, resultando na felicidade. Esse sistema, ao criar o bem, elabora seu contrário por força do automatismo psíquico que sempre forja toda construção oposta à atitude consciente. Nasce, portanto, o mal como opção a não ser aceita nas escolhas da vida, permanecendo como elemento subliminar, inconsciente e disponível ao eu da Consciência. A atitude contrária ao bem permanece como um fantasma que ronda sussurrando o ego, necessitando ser compreendida como inerente ao sistema psíquico criado. Perder o medo deste mal contribui para não o projetar externamente, principalmente não o atribuindo a outra pessoa. O bem da vida não exclui a existência do mal, não o exprobra sumariamente nem se angustia com sua permanência na intimidade da alma.


Extraído do livro O bom da vida.

terça-feira, 18 de julho de 2017

Fazer o bem 4

Não resta dúvida quanto a importância do espelhamento de atitudes, principalmente na infância, referentes ao bem. É fantástico como se multiplicam como uma grande árvore frondosa que espalha seus galhos em direção ao céu. O bem se capilariza de forma sutil, pois nem sempre quem percebe a atitude bondosa de alguém é capaz de avaliar como o gesto afeta seu mundo íntimo e sua disposição para algo semelhante. O gesto nobre e desprendido de alguém, de forma alquímica, atinge as bases psíquicas que geram novas ideias e intenções, influenciando as disposições e atitudes de quem dele foi alvo, ou lhe assistiu. O bom da vida também atinge e contamina quando é compartilhado.


Extraído do livro O bom da vida.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Fazer o bem 3

A prática do bem, mesmo quando em obediência a um preceito religioso ou como imitação ao gesto de alguém, favorece a proximidade do eu da Consciência com experiências estruturadas pelo arquétipo da bondade. O indivíduo é tocado pelo natural desejo de se sentir bem e de obedecer ao princípio da ajuda mútua e da divina caridade, a qual brota espontaneamente da intimidade de cada ser humano. O bom da vida é buscado pelo Espírito como quem sente o desejo de que algo de bem ocorra em sua existência, promovendo o encontro do seu sentido e significado.



Extraído do livro O bom da vida. 

domingo, 16 de julho de 2017

Fazer o bem 2

A consciência do significado do bem e a natural intenção de realizá-lo predispõem o indivíduo, pelo bem-estar que promovem, a se sentir capaz de vivenciar o melhor que a vida pode oferecer. Este sentimento advém da certeza de que a prática do bem conecta o Espírito ao que considera transcendente e ao que denomina Deus. Surge, então, um estado de espírito que irradia, perdurando por bom tempo, uma aura de paz e de autoconfiança. Quando se pratica o bem, o efeito se assemelha a uma oração que sintoniza a criatura ao Criador.


Extraído do livro O bom da vida. 

sábado, 15 de julho de 2017

Fazer o bem 1

O bem é tudo que produz desenvolvimento e evolução ao Espírito. Realizá-lo para si e para o próximo é princípio da mais simples filosofia de viver, regra que produz bem-estar e que favorece as relações humanas, bem como uma boa comunicação interpessoal. Alcançar o bom da vida pressupõe a compreensão do significado da palavra bem, que resume a disposição de promover o equilíbrio do sistema de relações em que o indivíduo está inserido, por força da necessidade que alguém apresente.


Extraído do livro O bom da vida. 

sexta-feira, 14 de julho de 2017

A paz é uma pessoa 4

A paz não se faz apenas com palavras ou com medidas exteriores de contenção, mas principalmente com o coração voltado para o amor e para a Vida. A paz na consciência permite a conquista de tudo quanto possa produzir bem-estar ao ser humano. Quando uma pessoa se determina a viver em paz consigo mesmo e com seu semelhante, deve sempre considerar que terá de lidar com forças internas antagônicas que lhe exigirão dissolver tudo quanto construiu de barreiras para impedir o conflito com o mundo. Não há paz possível sem a percepção de que o grande obstáculo do ser humano se encontra em sua ignorância quanto a si mesmo e ao sentido real de sua existência.



Extraído do livro O bom da vida. 

quinta-feira, 13 de julho de 2017

A paz é uma pessoa 3

Pacificar-se é também pacificar o mundo a sua volta. A grande maioria das pessoas acredita que o dinheiro e saúde são suficientes para se ter paz e ser feliz. Dinheiro e a saúde são bens importantes, porém não significam tudo; o dinheiro conseguido pelo trabalho digno é um bem pessoal e coletivo. Saúde num corpo bem cuidado garante um grande bem-estar. Ter dinheiro tanto quanto ter uma boa saúde não conseguem levar o ser humano à felicidade se ele não tiver a consciência em paz. A saúde e o dinheiro não se transferem de uma vida a outra, mas a paz sim, pois é um bem inalienável.


Extraído do livro O bom da vida.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

A paz é uma pessoa 2

A paz, como a desejamos, não é um estado natural. Trata-se do equilíbrio de tensões e de encontro de opostos. Sua instalação exige construção e determinação, cujo esforço deve ser contínuo e de exclusiva responsabilidade do ser humano. O ser humano representa o estado consciente da Natureza e é dele a busca pela paz interior. O humano, com sua percepção consciente, dá sentido à Natureza a sua volta. Por ser responsabilidade humana é que torna a paz uma pessoa. Toda e qualquer pessoa é a paz. Essa pessoa é o leitor que está lendo este livro, tanto quanto sou eu, que o escrevo. Tudo que ocorre com o ser humano é para seu crescimento espiritual e, necessariamente, passa pelo esforço do próprio ser humano. A paz só é possível a partir da pessoa que a deseja. A paz que se deseja só ocorrerá através da pessoa. A pessoa é a paz e a paz é a pessoa. Sem se conhecer, sem se descobrir e sem se transformar não é possível alcançar a paz que se deseja para si e para o mundo.


Extraído do livro O bom da vida.

terça-feira, 11 de julho de 2017

A paz é uma pessoa 1

Geralmente quando pensamos em paz, imaginamos tranquilidade e silêncio exterior, bem como convivência com pessoas harmoniosas e equilibradas. Para isto, esperamos que as pessoas façam sua parte na mesma medida que fazemos a nossa. Acreditamos que a Natureza, em sua complexidade, revela e exala a paz. Porém a Natureza é sempre dinamismo e movimento, não sendo essencialmente pacífica, pois é selvagem e exigente. Ninguém imagina que uma floresta seja pacífica, pois os elementos que nela habitam lutam constantemente pela sobrevivência.



Extraído do livro O bom da vida.


segunda-feira, 10 de julho de 2017

Ter paz interior 8

Favorecimento da paz no outro com palavras, expressões e atitudes diversas que denunciem o real desejo de que o outro com quem interage esteja em equilíbrio psíquico ou o alcance. Mesmo quando o outro pareça estar tentando desestabilizar a comunicação ou obter o desequilíbrio de seu interlocutor, é fator que contribui para a paz interior quem se ocupa, a qualquer tempo, de que o outro obtenha sua harmonia pessoal. Contribuir para que as pessoas se tornem pacíficas e pacificadas favorece um bom estado interior. O eventual desgaste psicológico em lidar com pessoas pacíficas é menor. Deve-se favorecer o estado de bem-estar e paz interior das pessoas, o que harmoniza nosso próprio mundo interno. Ela é fortalecida pela autodeterminação da própria existência e pelo domínio consciente de suas escolhas quanto ao futuro. A tranquilidade de espírito, ou a paz interior, decorre de uma consciência sem medos e sem o desejo de atingir negativamente ou agredir outrem. O bom da vida pressupõe uma satisfação interior, mesmo ciente da existência natural de tensões e diferenças, que haja paz entre as pessoas e que a consciência pacificada gera ideias que melhoram as relações humanas. Experimentar o bom da vida com a consciência em paz oportuniza uma melhor sintonia com as Forças Superiores da Natureza.


 Extraído do livro O bom da vida.

domingo, 9 de julho de 2017

Ter paz interior 7

É também fator determinante para se ter paz interior o envolvimento em atividade geradora de bem-estar coletivo, além de estar trabalhando para a própria manutenção pessoal. Isto implica em recompensas pessoais pela participação em atividades em que haja reconhecimento de seu valor na dinâmica da sociedade. Da mesma maneira, é preciso o engajamento em experiências que gerem endorfinas para que ocorra o equilíbrio corpo-mente. Estar prestando algum serviço comunitário gratuito promove uma sensação psicológica de satisfação íntima, além de contribuir com sua cota de energia em favor da sociedade. O trabalho remunerado deve também proporcionar não só a recompensa material como também satisfação e bem-estar pelo fato de contribuir para a dinâmica social. A sociedade evolui quando todos trabalham para o bem-estar de todos.


Extraído do livro O Bom da Vida.

sábado, 8 de julho de 2017

Ter paz interior 6

É fator determinante para se ter paz interior a certeza íntima quanto ao futuro pessoal, baseada na capacidade de vencer desafios e trabalhar para a consecução dos objetivos desejados. Neste sentido, é fundamental a autoconfiança e a capacitação para que a motivação conte com o suporte da competência na própria personalidade. Isto implica no investimento em si mesmo e em focar o próprio aperfeiçoamento profissional. Nada temer quanto ao futuro, mas construí-lo, pois a inércia e o derrotismo são premiados com um sacrifício maior. Esta certeza íntima não deve levar ao conformismo, mas ao não medo de viver e de superar obstáculos de qualquer natureza.

Extraído do livro O bom da vida.

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Ter Paz Interior 5

É fator determinante para se ter paz interior a paciência possível diante das ocorrências da vida, sem ansiedade ou exigências excessivas de tempo ou de pressa para que o que se deseja venha a se realizar. Esta paciência requer a consciência de que há um ritmo pessoal e outro do Universo, que devem ser sincronizados. É importante o cultivo da tolerância aos equívocos alheios para que não se venha a julgar, projetando a própria sombra nos atos dos outros. Paciência implica em saber ouvir, pois exige empatia, que, em primeira análise, é o estado de espírito que nos permite sentir o que o outro sente, colocando-nos em seu lugar. Paciência requer respeito ao outro na sua dignidade e às suas limitações.

 Extraído do livro O bom da vida.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Ter paz interior 3

É também um fator determinante para a paz interior, o reconhecimento total dos próprios equívocos e da parte negativa da personalidade, sem subterfúgios defensivos para escamoteá-los a si mesmo e, quando necessário, perante terceiros. Significa assumir quem é, buscando uma vida autêntica e, o máximo possível, transparente. Isso significa integrar em si próprio o que considerava pertencente aos outros, até mesmo o que deplora, evitando julgamentos maniqueístas, entendendo que certo e errado, bem e mal, são relativos ao meio e à época. Deve-se entender que a palavra mal tem servido principalmente quando se quer evitar manter contato com o que é desconhecido ou negado.


 Extraído do livro O bom da vida.

terça-feira, 4 de julho de 2017

Ter paz interior 2

A paz, quando conquistada, é inalienável da própria pessoa, não dependendo de fatores externos, que apenas contribuem sem serem sua exclusiva causa. Quando uma pessoa integra à consciência a certeza de que seu destino, portanto, tudo que lhe acontece, tem propósitos superiores que contribuem para sua felicidade, nada teme nem se deixa perturbar ou perder a paz interior. Ela é decorrente da consciência tranquila e segura quanto ao futuro. São fatores determinantes para se ter paz interior:
· Consciência da imortalidade pessoal, isto é, da não perda de sua integridade psíquica, independentemente da morte do corpo físico. Esta certeza da imortalidade é baseada na relação pessoal e direta com Deus, sem o artificialismo dos rituais primitivos, sem o temor e sem a busca de salvação. Isso implica em não ter medo da morte, estando consciente de que se trata de um evento importante, mas não o último. A morte não angustia mais do que a própria vida, pois o depois dela é apenas uma nova fase de continuidade. A consciência da imortalidade retira as preocupações com o que se deixa na vida corporal. A paz interior significa estar conciliado com a morte corporal.

Extraído do livro O bom da vida.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Ter paz interior 1

A paz interior é a base psicológica sobre a qual se assenta a felicidade pessoal. Uma consciência em paz permite o acesso ao melhor de si mesmo pela liberdade alcançada no equilíbrio íntimo da Consciência. O destino do ser humano é ditado pela sua consciência em paz. A paz é um estado íntimo de tranquilidade e confiança em si e em Deus, que impulsiona o Espírito para atitudes que promovem a estabilidade e a harmonia onde se encontra. O bom da vida se apresenta de forma mais intensa e saudável quando é vivido pela consciência em paz. Ela se inicia no ambiente doméstico, pois se não a alcançamos junto às pessoas com quem convivemos será sempre mais difícil com estranho.

Extraído do livro O bom da vida.

domingo, 2 de julho de 2017

Ampliar os limites 3

As dimensões existenciais da vida são campos de atividades que, quando associadas, compreendidas na Consciência, promovem um certo grau de satisfação e aprendizado. Por exemplo, há uma dimensão a que se pode chamar de fraternal, em cujo campo tecem-se relações de amizade com pessoas. Os diálogos, os pensamentos, as emoções e as atitudes nas experiências tidas com elas e que envolvem a construção e a manutenção da amizade, no seu conjunto, constituem essa dimensão que, quando conscientemente vivida, gera satisfação e proporciona aprendizagem. Cito como dimensões típicas, embora possa haver muitas outras, a maternal, a paternal, a familiar, a filial, a emocional, a do lazer, a fraternal, a psicológica, a religiosa, a espiritual, a sexual, a intelectual, a profissional, a financeira, a corporal, a estética, a social, a artística, a criativa, entre outras. Quando se foca o sentido e objetivo do viver em apenas uma das dimensões, está-se limitando as potencialidades, requisitando muito mais encarnações para efetivamente apreender as leis de Deus. Ampliar os próprios limites é viver emocionalmente as experiências da vida em todas as dimensões possíveis, buscando resolver os conflitos que porventura existam em seus campos.


 Extraído livro O bom da vida.

sábado, 1 de julho de 2017

Ampliar os limites 2

A consciência focada em um objeto inibe a percepção detalhada de outro, e isso ocorre em escala maior quando não se apercebe que um exclusivo objetivo futuro poderá limitar a vida, bem como suas realizações. A vida é um complexo de experiências multidimensionais, nas quais aprende-se os princípios básicos que capacitarão o ser humano ao conhecimento efetivo das leis de Deus. Ampliam-se os próprios limites quando se busca e se está emocionalmente atento às experiências nas múltiplas dimensões existenciais. Ao vivenciá-las, deve-se perguntar o que se aprende com seus eventos típicos, isto é, o que se incorpora ao saber.




Extraído do livro O bom da vida.