sábado, 24 de junho de 2017

Ter consciência da aptidão pessoal 3

A consciência da própria imortalidade faculta a certeza da existência de experiências pregressas acumuladas ao longo das vidas sucessivas do Espírito. Tais experiências devem ser evocadas pelo indivíduo, independente de não se encontrarem na Consciência, mediante a observação acurada de seus dotes e pela percepção de suas tendências para a execução de certas atividades. Quanto mais o Espírito integra a consciência de sua imortalidade, mais estimula automaticamente o desabrochar de suas habilidades. O bom da vida será melhor absorvido quanto maior for essa consciência. Saber e testar suas habilidades não só promove o aumento da autoestima como também insere o indivíduo num grupo social, contribuindo para que não haja motivo de inferiorização. A valorização pessoal quando fundamentada em habilidades reais repercute de forma positiva na personalidade, ampliando suas percepções quanto ao bom da vida.


Extraído do livro O bom da vida.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Ter consciência da aptidão pessoal 2

Nem sempre descobrimos nossos potenciais internos e habilidades escondidas. Às vezes, elas são sufocadas pelo meio ou desestimuladas na educação familiar ou formal. Num meio onde haja repressão de certas habilidades ou em que as limitações maternas e paternas dificultem seu exercício, certamente haverá um dispêndio maior de energia por parte do Espírito. É fundamental que o Espírito promova o desenvolvimento de novas habilidades, que serão integradas às anteriores, adquiridas em suas várias encarnações, para que se perceba capaz de viver no mundo e de lhe extrair o melhor.


Extraído do livro O bom da vida. 

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Ter consciência da aptidão pessoal 1

Todo ser humano possui aptidões inatas que podem desabrochar mediante estímulos oriundos de circunstâncias que emulam suas habilidades já conquistadas nas várias encarnações. Na maioria dos casos, elas são despertadas desde a adolescência, quando o Espírito completa o ciclo psicológico da consciência de si. Por vezes, suas aptidões são aprimoradas pela repetição do exercício de profissões assemelhadas exercidas no passado. É importante a tomada de consciência dessas aptidões para facilitar suas escolhas profissionais, bem como para que não se sinta incapaz ou inapto para dar sua contribuição ao aprimoramento da sociedade.


Extraído do livro O bom da vida.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Falar ao coração 3

Quando tocamos o coração de alguém, esse alguém não nos esquece e busca de alguma forma aproximar-se daquilo que nos ligou anteriormente. Ele fica com a agradável impressão a nosso respeito, desejando prolongar o contato que tem ou teve conosco. O coração é o campo no qual se gravam as experiências do Espírito, as quais, quando se associam, formam o conhecimento das leis de Deus. O intelecto é apenas uma função associativa, e seu desenvolvimento contribui para a formação de redes emocionais que conectarão as experiências que se assemelham. Falar ao coração de alguém é o mesmo que favorecer conexões emocionais superiores, que proporcionam o rico aprendizado das leis de Deus.

Extraído do livro O bom da vida.

terça-feira, 20 de junho de 2017

Falar ao coração 2

Sempre que expressamos alguma ideia a alguém, devemos fazê-lo com o máximo de profundidade possível, para favorecer ao outro estabelecer reflexões na mesma intensidade. Mesmo quando tratarmos de questões menores e de coisas pequenas do dia-a-dia com alguém, façamo-lo com o objetivo de ampliar a percepção de quem conosco dialoga. Fala-se ao coração também com o olhar compreensivo nos olhos do outro, prestando-lhe atentamente a atenção no que diz e aceitando-lhe de forma acolhedora. Quem fala deve fazê-lo com voz pausada e tranquila, veiculando através dela a amorosidade de que é portador. Alcança-se o coração do outro quando se planta uma semente de esperança no mar de incertezas em que se vive. Falar ao coração é deixar marcas sutis na alma de quem nos ouve. Tal fala é flexível e não contém verdades pré-fabricadas ou absolutas nem se revela exclusiva.




Extraído do livro O bom da vida.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Falar ao coração 1

Geralmente procuramos falar para sermos compreendidos, tentando alcançar a razão e o intelecto de quem nos ouve. Nem sempre o conseguimos, por conta das emoções que circulam durante a comunicação, das quais nem sempre temos o controle ou a consciência. Quando levamos em consideração as emoções que sentimos e as que provocamos, poderemos melhor estabelecer uma comunicação e assim alcançar os objetivos que pretendemos. Colocar emoção na fala, buscando também o tom de voz adequado, pode ser determinante para a aceitação precisa do que se transmite. Falar ao coração é favorecer no outro que a razão o leve à compreensão profunda do que se pretende afirmar. Não se trata de, simplesmente, fazer o outro se emocionar, pois isto poderá não levá-lo à compreensão, mas tentar unir razão e emoção no que se diz.


 Extraído do livro O bom da vida.

domingo, 18 de junho de 2017

Ser bem lembrado 9

Ser querido por alguém significa estar disponível para estimular o outro. Saber que alguém nos tem num lugar especial em seu coração nos estimula a viver. Tal estímulo se transforma em energia de vida. Quando estimulamos alguém, contribuímos para seu bem-estar. Isso retorna a nós de forma imperceptível, favorecendo-nos a vida. O Universo, a Natureza, o Destino, ou qualquer nome que atribuamos às Forças Superiores da Vida, tudo conspira a favor das pessoas que estimulam outras e que tornam a vida própria e a dos outros mais simples de ser vivida. Isso funciona como uma chave que abre as portas e reduz o impacto das dificuldades naturais da vida. É uma espécie de salvo-conduto dentro do mar de incertezas da existência humana.Temos grande satisfação íntima quando somos lembrados por alguém sem que ele o faça com o intuito de que venhamos a saber, isto é, alguém se lembra de nós em nossa ausência.


Extraído do livro O bom da vida.

sábado, 17 de junho de 2017

Ser bem lembrado 8

É importante que as pessoas com quem convivemos sejam bem lembradas, não só em suas presenças como nas ausências. É importante lembrar de suas qualidades e aptidões a fim de estimulá-las e proporcionar que se sintam motivadas na conquista de outras. Todos gostam de ser bem lembrados e isso reforça positivamente suas condutas e reafirma as bases emocionais que as proporcionam. Isto não implica que devamos esquecer de seus defeitos ou de algo que porventura tenha nos feito e que não gostamos. É natural que possam permanecer sentimentos negativos, mas as experiências passadas devem ser compreendidas no momento em que ocorreram, sem a necessidade de persistirem no tempo. O bom da vida contempla a compreensão dos equívocos alheios, bem como o entendimento e o perdão ao que nos fizeram de negativo.


Extraído do livro O bom da vida.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Ser bem lembrado 7

Quando somos bem lembrados por alguém, recebemos as energias emitidas, como também captamos a imagem da experiência evocada pela pessoa. Da mesma forma, também emitimos energias para aquele do qual lembramos algum feito. Tais energias se materializam em bem-estar e servem de estimulante vital para quem as recebe. A certeza de sermos queridos pelos outros reconforta a alma e nos faz confiar nas pessoas com as quais nos relacionamos. Quando isso ocorre, nos sentimos confiantes nos ambientes em que essas pessoas se encontram. É importante construir uma rede sólida de amigos e de pessoas queridas. Tal rede é tecida pela forma como nos mostramos e tratamos os outros. A simplicidade nas relações fortalece a construção de uma imagem positiva de si mesmo perante os outros, pois não há demonstrações de superioridade nem exigências de reconhecimento do valor pessoal.


Extraído do livro O bom da vida.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Ser bem lembrado 6

Esses feitos que tocam a alma do outro devem ocorrer ao longo da vida, a começar com os familiares, com os amigos, com colegas de trabalho, bem como com todos que cruzem seu caminho. Tudo em nome do prazer de viver, da alegria em proporcionar o bem e da boa lembrança na mente das pessoas; não apenas para ser bem lembrado, mas por um exercício natural de fazer o que é bom para si e para os outros. Tais atitudes vão sedimentar a boa imagem que deixamos na vida. Ela será justificada pela simples ideia de que fazer o bem faz bem a quem o proporciona e a quem o recebe. Uma pessoa tem grande satisfação íntima quando sabe que foi bem lembrada por alguém sem que tenha havido a intenção de que a citação de seu nome lhe chegasse ao conhecimento. O bom da vida ocorre quando este evento acontece muitas vezes e quando é possível proporcionar semelhante sentimento para alguém.

Extraído do livro O bom da vida.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Ser bem lembrado 5

Para se ser bem lembrado é preciso construir uma história de vida que marque o coração das pessoas com atitudes afetivas espontâneas. Para isto é preciso aprender a doar-se de forma natural e sem interesse em retribuição. Saber que alguém nos tem em alta conta, por méritos reais, enleva-nos o espírito e nos estimula a semelhantes novos feitos. Conquistar o coração de alguém não é apenas uma possibilidade de encontro amoroso nem de suprir as próprias carências afetivas, mas uma forma de retroalimentação pelo retorno da vibração gerada pelo bem-estar provocado no outro. Ser bem lembrado, no coração e na Consciência das pessoas, requer que se provoquem na sua alma, sensações de alegria pura, satisfação de viver, prazer do convívio, sentimento de pertencimento ou de plenitude de vida. Vive-se o bom da vida quando se atinge, com amor, o coração do outro para que sinta Deus em si mesmo.

Extraído do livro o bom da vida.

terça-feira, 13 de junho de 2017

Ser bem lembrado 4

Buscar estabelecer conexões afetivas e fortalecer laços de amizade que permitam vínculos emocionais que permaneçam ecoando na memória das pessoas contribui para o desenvolvimento espiritual. Tais lembranças na mente e no coração das pessoas se assemelham a fontes que emitem constantes vibrações positivas àqueles que as percebem. Deixar marcas positivas na mente das pessoas requer mais do que agradá-las, pois é preciso ser dono de habilidades que incluam a capacidade de ter alcançado autoestima suficiente para reconhecer o valor e as qualidades do outro. Só quem se sente seguro de si e de seu valor pessoal pode reconhecer naturalmente as qualidades do outro sem demonstrar inveja ou desejo de sua inferiorização. O bom da vida inclui a admiração verdadeira pelo outro, com valorização e expressão sincera de suas qualidades.


Extraído do livro O bom da Vida.

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Ser bem lembrado 3

É natural que se deseje ter as qualidades dos outros, principalmente aquelas que se tornam excelentes instrumentos para aquisição de bens e de prestígio pessoal. Mesmo que surja alguma ponta de inveja que dificulte ou impeça realçar as qualidades de alguém, a melhor solução é exatamente vencer essas barreiras e expressá-las. É natural a inveja às qualidades de alguém, porém deve ser seguida da busca por experiências que permitam que o melhor delas seja integrado à nossa personalidade; ato contínuo, deve-se expressar pública e sinceramente o valor do outro, para se libertar da própria ignorância e do complexo de inferioridade. O bom da vida compreende a aceitação da inveja, transformando-a em energia para realizações superiores e positivas para a própria personalidade.

Extraído do livro O bom da vida.


domingo, 11 de junho de 2017

Ser bem lembrado 2

Mesmo considerando que as pessoas possuem um lado negativo que pode ser socialmente visível, que nem sempre é conscientemente percebido, geralmente há algo de bom que pode ser dito a respeito delas. Enxergar o melhor do outro, em meio a possíveis críticas à sua conduta e ao seu caráter, é fator de evolução para o observador. A percepção e a exposição dos aspectos positivos da personalidade de alguém revelam um alto grau de respeito ao outro e de reconhecimento de valores superiores que são admiráveis, mesmo quando ainda não conquistados por quem os exalta. Vive-se o bom da vida quando se tem a certeza de que não sonegou a expressão, sempre que necessário, dos bons valores do outro.


Exraído do livro O bom da vida;

sábado, 10 de junho de 2017

Ser bem lembrado 1

Todo ser humano quer ser bem lembrado, pois a boa imagem pública que tem representa uma âncora psíquica que produz bem-estar e assegura o equilíbrio da Consciência. Todo ser humano conta com uma imagem positiva de si mesmo para obter vantagens em sua vida de relações, garantindo sucesso prévio ao que deseja alcançar. A formação desta imagem positiva requer uma base sólida na consolidação da autoestima e da valorização de si mesmo. Quanto mais o ser humano reconhece seus valores pessoais e os vive nas experiências bem-sucedidas que estabelece mais amplia e valoriza sua imagem positiva. O bom da vida implica em obter-se uma positiva imagem de si mesmo que possa garantir uma grande satisfação pessoal em existir.

Extraído do livro O bom da vida.

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Amar alguém 8

Estar apaixonado por uma pessoa significa colocá-la em foco na consciência, dirigindo-lhe parte de suas emoções e sentimentos. Nem sempre isso é salutar, mas significa a presença do desejo de amar e ser amado. É também um dos exercícios que se pode fazer para um dia chegar-se ao amor pleno. Não se deve desprezar nenhuma forma de amor quando traga bem-estar a si e ao próximo. O apaixonamento, mesmo quando se apresenta de forma intensa e, às vezes, prejudicando o discernimento de quem o sente, deve ser considerado um estado que identifica alguém capaz de sentir e manifestar o amor. O bom da vida passa também pelo apaixonamento e pela coragem de se lançar ao amor, buscando senti-lo intensamente.

Extraído do livro O bom da vida.

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Amar alguém 7

Amar uma pessoa, mesmo que na forma de uma união marital, é um exercício a caminho do amor pleno. Amar os filhos, os pais, os parentes, os amigos, bem como aqueles que nos favorecem de alguma forma, não é tão difícil quanto amar alguém que nos é estranho. O amor ao outro com quem não temos nenhum laço consanguíneo, em primeiro ou em segundo grau, exige uma maior entrega e superação de diferenças naturais. Quando há algum grau de parentesco, estabelece-se uma ligação que favorece a instalação do sentimento de amor. Quando Jesus afirmou “amai os vossos inimigos” quis talvez salientar o máximo de amor que se pode alcançar, além de salientar a necessidade da superação das diferenças. O bom da vida deve contemplar o amor a alguém com quem não se tenha qualquer relação em que a reciprocidade afetiva esteja implícita.


Extraído do livro O bom da vida.

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Amar alguém 6

O grande desafio é amar alguém, pois as exigências de uma relação amorosa requerem habilidades múltiplas. Amar alguém é contracenar com o contraditório além de lidar com um espelho de si mesmo. O outro nunca estará passivo, independentemente de sua possível inércia, pois sempre provocará, por força da convivência, reações psicológicas em quem lhe dirige a atenção. Amar alguém opera transformações internas, profundas e salutares, extraindo de quem sente algo transcendente e renovador. O sentimento de amor promove a expressão do que o indivíduo tem de melhor em matéria de afetividade. A busca por amar alguém, quando destituída de ansiedade, quando não acontece como quem está mendigando, quando não se excede em exigências ao outro e quando não há humilhação pessoal constitui exercício importante para uma atualização da personalidade; esta busca deve ocorrer em paralelo ao exercício da doação de afetividade a pessoas que não a possui. Geralmente o ser humano quer ser amado e luta para encontrar alguém que o ame, esquecendo-se de que deve amar, simplesmente amar. O bom da vida deve ser alcançado em meio ao se experimentar amar alguém, ou ao de ter amado algum dia, cujo estado permite a compreensão da natureza íntima da alma humana.


 Extraído do livro O Bom da Vida.

terça-feira, 6 de junho de 2017

Amar alguém 5

Amar a si mesmo é redundância, pois não se consegue viver sem gostar de algo característico da própria pessoa. Na formação do ego, inclui-se o gostar de alguma particularidade de si mesmo, inerente ao mundo íntimo, portanto, pertencente à personalidade. A ideia da constituição de uma pessoa, desde a infância, implica na evolução do sentimento de amor-próprio. O amor a si mesmo é inerente ao existir como pessoa no mundo, mesmo quando se tem pensamentos de desamor, de menos valia e de inferioridade consciente. A consciência do eu inclui um sentimento subliminar à própria pessoa, que a nutre e lhe mantém o gosto pela sua existência. Amar a si mesmo, em seu mais alto grau é, ao enxergar a sua própria alma, entendê-la em suas fragilidades, reconhecer-lhes as qualidades e integrar a imagem gerada como sendo sua identidade pessoal. O bom da vida deve ser vivido com o melhor sentimento possível a respeito de si mesmo, traduzido em reconhecimento e aceitação de sua singularidade.


Extraído do livro O bom da vida.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Amar alguém 4

Amar é unir-se, é conectar-se a alguém, é sentir-se unido sem retenção, é não se apropriar do outro. Quando amamos alguém, admitimos sua alma em nós, mas não entregamos a nossa ao outro, pois nem sempre ele saberá como nos conduzir à felicidade. Quem ama libera o outro para que alcance sua própria felicidade, sem exigências ou possessividade. Esse amor não exige, não mendiga, não pede, não se submete. É espontâneo e suave. Não se apequena com as adversidades nem se deixa enganar por frivolidades. Não é um sentimento piegas nem se confunde com demonstrações pueris e materiais de afetividade.


Extraído do livro O bom da vida.

domingo, 4 de junho de 2017

Amar alguém 3

Não se pode amar a Deus sem se experimentar o amor a outra pessoa. Podemos até aceitar que sejam formas diferentes de amar, porém ambas devem mobilizar o coração humano. O amor ao Criador passa pelo amor à criatura. Amar a Deus, ao Criador é, ao mesmo tempo, uma pretensão e uma abstração. Uma pretensão paradoxal por conta da definição e conceitos a respeito de Deus, os quais O colocam numa condição inacessível ao humano, portanto, levando o amor à abstração.Amar uma pessoa exercita a alma, vibra o coração, exala criatividade e energia de viver. Como ainda não encontramos a melhor forma de amar, adotamos inconscientemente e de uma maneira imatura, a paixão possessiva. Não sabemos amar como uma forma de união ao outro, mas nos apaixonamos como apropriação dele.


Extraído do livro O bom da vida.

sábado, 3 de junho de 2017

Amar alguém 2

A tradição cristã afirma que o maior mandamento é “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”. Amar a Deus não é difícil, pois a relação que estabelecemos com a Divindade não gera tensões nem conflitos, muito menos é estabelecida pela Consciência. Ama-se o Divino pelo que se presume ser, projetando-se superlativamente todas as boas qualidades que gostaria de ter. O Deus concebido com aquelas qualidades não faria qualquer exigência nem tampouco criaria expectativas a respeito de Sua criatura. Mesmo que não se acredite em Sua existência, Ele, pelas qualidades atribuídas, ama indistintamente e, Seus crentes, inconscientemente, O amam também. O amor a Deus se manifesta, principalmente, no investimento de energia em favor da construção de um mundo melhor, promovendo o bem-estar pessoal e coletivo.


Extraído do livro O bom da vida.

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Amar alguém 1

O bom da vida perpassa pelo alcance da capacidade de sentir o amor por alguém. Amar alguém é experiência transcendente que diferencia o ser humano dos animais e que promove a possibilidade de seu acesso a outras dimensões existenciais. Sem o amor, a vida entraria em estagnação, tornando-se o ser humano apenas um animal racional. A aquisição da capacidade de amar torna-o apto a ultrapassar a crença em Deus para alcançar o sentimento de amor por Ele. O bom da vida só pode ser alcançado completamente quando a pessoa sente o amor em seu coração. O amor é a forma mais pura de se comunicar com Deus. Sentindo as emoções na alma, vibra-se em consonância com o Criador da Vida. A relação do ser humano com o que concebe como sendo Deus passou pela adoração, pelo temor, pela fé, pela racionalidade para desembocar no sentimento de amor. Deus deve ser sentido a partir da conquista da capacidade de amar.


Extraído do livro O bom da vida.

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Estar em boa companhia - Uma pessoa representa Deus 4

Todo ser humano é divino, pois se constitui a partir do que lhe foi possível, utilizando-se do que Deus lhe ofereceu. Suas deficiências e falhas decorrem de sua ignorância, razão pela qual se equivoca, cabendo-lhe modificar-se a partir da consciência de sua condição primitiva. Enxergar a face divina no humano, por mais que ele apresente o contrário, revela a grandeza de quem o consegue. Todo ser humano é dotado de compaixão, na medida em que lhe tocamos as profundas “feridas” que o levam ao sofrimento com o intuito de curá-las. Quando acolhemos alguém, despertamos-lhe os sentimentos de compaixão, favorecendo que sua alma se revele com um traço de Deus.


 Extraído do livro O bom da vida.

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Estar em boa companhia - Uma pessoa representa Deus 3

Todo ser humano deve ser admirado em face de sua história de vida, mesmo que tenha cometido muitos equívocos. A compreensão das estratégias de vida, das atitudes e dos vínculos levados a efeito por alguém, principalmente naqueles que lhes são inconscientes, levar-nos-á à percepção de como Deus estruturou o ser humano. O ser inconsciente que se é serve como demonstração da face psíquica oculta do ser humano. Mesmo que, na personalidade que a nós se apresenta, não encontremos motivos de admiração, tentemos perceber as razões inconscientes que a movem, e, certamente, poderemos enxergar a natureza divina no ser humano.



Extraído do livro O bom da vida. 

terça-feira, 30 de maio de 2017

Estar em boa companhia - Uma pessoa representa Deus 2

Todo ser humano deve ser respeitado e visto em sua singularidade. É sempre bom percebermos a persona do outro, isto é, como ele se nos apresenta, e tentarmos em seguida tratá-lo como um ser humano em sua simplicidade. Não ferir o lugar (posição social e referencial) em que se coloca, mas tentar considerá-lo a pessoa que ele próprio gostaria de apresentar. Todos nós utilizamos a persona no trato com o outro, por conta do campo externo em que nos situamos. É importante que levemos o outro a, aos poucos, desvestir-se da persona à medida que nós próprios saiamos do senso comum e nos mostremos na singularidade divina que somos. Portanto, nenhum de nós se revela na totalidade de sua personalidade quando no contato com o outro. Revela o que é possível e atende a seus próprios interesses e objetivos conscientes e inconscientes.


Extraído do livro O bom da vida.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Estar em boa companhia - Uma pessoa representa Deus 1

Não só somos representantes de Deus como, principalmente, o outro em nossa vida confirma Sua existência. Devemos considerar sempre que cada ser humano é um ato divino e uma janela para Sua compreensão. Observar as pessoas sem lhes censurar condutas ou lhes criticar como a nós se apresentam, poderá nos fazer perceber singularidades especiais. É típico do ser humano colocar os outros na vala comum da vulgaridade até que se estabeleça um contato afetivo. Geralmente partimos do princípio que as pessoas são ameaças para nós. Temos dificuldade em enxergar a natureza divina e transcendente nas pessoas, preferindo enquadrá-las como ameaçadoras a nossa integridade. São tidas como estranhas até que nos demonstrem suas intenções.




Extraído do livro O bom da Vida. 

domingo, 28 de maio de 2017

Estar em boa companhia - A arte de incluir 4

Incluir é compreender o outro, fazendo-o sentir-se entendido naquilo que fala. Qualquer pessoa que se sente compreendida pelo outro, reafirma sua personalidade, saindo da posição de confronto. Mesmo sendo negados por alguém, devemos compreender as razões que lhe fazem pensar daquela maneira. É uma arte afirmar seus princípios sem negar os dos outros. Incluir é acolher a pessoa com o coração, olhando-a nos olhos, favorecendo a que expresse o que deseja, tentando fazer com que ela esgote o que quer falar.Incluir é não negar o outro, permitindo que ele afirme sua opinião. Nossa opinião a lhe ser expressa não deve simplesmente negar o que ele disse. Deve principalmente afirmar o que se acredita. Portanto, não há necessidade de dizer “eu discordo de você” ou “eu penso o contrário de você”. Dizer algo que se assemelhe a negar a afirmação do outro promove certos bloqueios à aceitação de nossas ideias. Pensar diferente de alguém nem sempre significa estar com a razão.


Extraído do livro O bom da vida.

sábado, 27 de maio de 2017

Estar em boa companhia - A arte de incluir 3

Pessoas extrovertidas têm maior número de relações com outras do que as introvertidas, e isso favorece mais possibilidades de compreensão de si mesmas e do mundo à sua volta. Como tudo tem um preço, geralmente o extrovertido tem relações mais superficiais.Incluir é compreender o outro, fazendo-o sentir-se entendido naquilo que fala. Qualquer pessoa que se sente compreendida pelo outro, reafirma sua personalidade, saindo da posição de confronto. Mesmo sendo negados por alguém, devemos compreender as razões que lhe fazem pensar daquela maneira. É uma arte afirmar seus princípios sem negar os dos outros.



   Extraído do livro O bom da vida. 

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Estar em boa companhia - A arte de incluir 2

Devemos incluir um maior número de pessoas com as quais estabeleceremos relações qualitativamente superiores. A qualidade da relação inclui o que lhes queremos dar e o que delas queremos receber, assim como a importância que lhes atribuímos em nossa vida. Escutá-las atentamente, demonstrando-lhes compreender o que dizem, sem opor-lhes a fala, favorece que se sintam incluídas por nós. É preciso escutar com o coração. Muito embora, na vida, incluamos poucas pessoas como amigas, tal não ocorre com a quantidade daquelas que dela fazem parte. Estas devem ser contadas às centenas, a fim de que se ampliem cada vez mais nossos laços de fraternidade. Isolarmo-nos, mesmo que com poucos amigos, reduz a possibilidade de aprendermos com os outros, o que nos educaria as emoções.


Extraído do livro O bom da vida.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Estar em boa companhia - A arte de incluir 1

Passamos boa parte da vida excluindo pessoas com o intuito de estabelecermos a identidade pessoal. Isso é natural e comum em algumas fases da vida. Tal atitude deve ser contrabalançada com a inclusão de pessoas em nossa vida, pois precisamos dos outros para completar os vazios existenciais cotidianos. O hábito de excluir é feito de forma sumária e, muitas vezes, definitiva. O hábito de incluir é feito com desconfianças e restrições, tornando-se um feito parcial. Nem sempre incluímos com o coração por conta dos medos e receios de perdemos nossa própria identidade. Incluir pessoas em nossa vida, colocando-as como companheiras ou amigas no seleto grupo que elegemos, nos permite estabelecer importantes e úteis vínculos afetivos. Essas pessoas se tornam referenciais, os quais se configuram como âncoras nos momentos decisivos da vida, pois é para elas que dirigimos nossos pensamentos e emoções.

Extraído do livro O bom da vida.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Estar em boa companhia 9

As pessoas que porventura foram a melhor companhia e que já não podem estar conosco por qualquer motivo, devem ser conservadas em nossa memória, na lembrança dos bons momentos. Não devemos comparar outras pessoas que participam de nossos momentos felizes com aquelas que os tornaram mágicos. Não nos sentiremos bem com a comparação, pois tenderemos a desvalorizar o momento presente, bem como as pessoas que deles fazem parte.

Extraído do livro O bom da vida.

terça-feira, 23 de maio de 2017

Estar em boa companhia 8

A solidão na velhice, por conta da baixa vitalidade e da rejeição social, é bem pior do que antes desta fase da vida. Previne-se contra a velhice solitária quando se cria e executa projetos de vida que não sofram solução de continuidade com a baixa vitalidade física. Fazer amigos entre pessoas idosas amplia a compaixão de quem com elas compartilha alguns momentos da vida. Nem sempre conseguimos estar com as pessoas em companhia das quais nos sentimos bem. Nem sempre merecemos. Embora não haja limites para desejar, existe para ter o que se quer. Quando transformamos os momentos que vivemos em ricas experiências de contato com o outro, a ausência de alguém não nos faz sofrer, muito embora a saudade apareça.


Extraído do livro O bom da vida.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Estar em boa companhia 7

Cercar-se de boas companhias é garantia de uma velhice tranquila e prazerosa. É uma arte construir e manter amizades sólidas. A certa altura da vida não vale mais a pena rejeitar-se uma boa conversa com alguém desconhecido, rir de uma situação engraçada consigo mesmo, bem como oferecer o prazer de sua companhia sempre que a situação couber. A vida tem seu lado bom bem vivido quando a pessoa deixa de julgar os atos alheios, transborda sua alegria íntima contagiando os outros e sente uma perfeita integração nos ambientes que frequenta.  Estar a sós pode nos fazer entrar mais em contato com nossa própria natureza, pois não estaremos representando para alguém ou criando uma persona para a relação com o outro. Porém, se isso poderá nos ajudar na descoberta de nós mesmos, também nos tornará mais limitados na percepção da Humanidade em nós, pois não teremos espelhos para enxergar que somos seres coletivos. A experiência de relacionar-se com alguém é o campo de materialização que nos permite perceber e pôr à prova tudo o que pensamos e sentimos a respeito de nós próprios e do mundo.

 Extraído do livro O bom da Vida.

domingo, 21 de maio de 2017

Estar em boa companhia 6

A companhia de uma pessoa não pode ser algo “comprado” nem coercitivo, pois a espontaneidade é componente natural de bons momentos de prazer com alguém. Uma boa companhia sabe quando sua presença não acontece por interesses outros que não sejam o simples prazer da presença. Quando o interesse não é explícito, existindo algo sub-reptício na relação com alguém, o prazer da companhia se torna artificial, dificultando a possibilidade de acontecer uma boa experiência. O estado de solidão de algumas pessoas pode ser decorrente da inabilidade em construir sólidas amizades ou de proporcionar boa companhia aos outros. Sendo por este motivo, cabe a prevenção assim como, a qualquer tempo, a abertura para novas amizades, sobretudo na “terceira idade”. O bom da vida deve ser experimentado em qualquer época, sob qualquer circunstância e sem a menor preocupação quanto ao julgamento coletivo.

Extraído do livro O Bom da Vida.

sábado, 20 de maio de 2017

Estar em boa companhia 5


Geralmente nos afastamos das pessoas que nos incomodam e que, de alguma forma, não têm os mesmos gostos e sentimentos que nós. Com isso, cada vez mais, vamos restringindo nosso círculo de relacionamentos, restando uns poucos amigos. Parece valer o princípio da não inclusão por falta de confiança em quem não se tem como amigo. É um mecanismo social natural, porém fomentador de solidão. Incluir, estabelecendo limites claros nas relações, é uma arte que poucos praticam. Via de regra queremos algo do outro, mas nem sempre nos dispomos a dar. Quando não queremos algo de material, desejamos mostrar nossa segurança, nossa inteligência, nosso status ou nosso poder sobre os outros. Tal atitude psíquica, às vezes, inconsciente, provoca reações desfavoráveis no outro, principalmente o sentimento de inferioridade com consequente necessidade de demonstrar o contrário, tornando-se, inadvertidamente, opositor de quem lhe fala. Isto contribui para a consolidação de uma personalidade arredia e isolada. O indivíduo se fortalece, mas paga o preço da solidão.

Extraído do livro O Bom da Vida

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Estar em boa companhia 4

Quando estamos a sós e as alegrias da vida nos atingem, sempre pensamos em alguém que poderia vivê-las ao nosso lado naquele momento. Para que não nos ocorra a ausência de pessoas queridas, devemos sempre incluir, em nossos programas mais simples, pessoas de quem gostamos a fim de que elas gradativamente se insiram nos momentos decisivos de nossa vida. Esta inclusão deve obedecer ao princípio da igualdade, pois o outro deve se sentir pertencente, sem obrigatoriedade ou mesmo sem que haja superioridade entre as pessoas.

Extraído do livro O Bom da Vida.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Estar em boa companhia 3

Pensamos que as boas companhias são tão somente aquelas dos nossos amigos; também nem sempre são os familiares que conosco convivem. Porém é importante fazer amigos, além de proporcionar o prazer de estar em boa companhia entre os familiares e compartilhar com eles as alegrias e as dificuldades naturais da vida. Quando percebemos que, entre os familiares, há pessoas de quem não gostamos ou que não gostam de nós, devemos, diante da impossibilidade momentânea de torná-las amigas, emitir-lhes bons pensamentos para que, recebendo-os, não se amplie a distância existente. É em família que vivemos significativas experiências de aprimoramento pessoal, desenvolvemos habilidades relacionais e nos reconhecemos pertencentes a um grupo referencial.


Extraído do livro O Bom da Vida.