domingo, 11 de março de 2012

Neurose de Desempenho

A exigência que o eu faz para obter uma boa performance em tudo que se empenha corresponde ao esforço semelhante à própria sobrevivência. Quanto mais se sente diminuído em relação ao próximo, mais anseia por superar sua capacidade de realização. Pretende sempre alcançar patamares mais altos, visando compensar seu sentimento de inferioridade. No afã de se situar num estádio mais elevado, desenvolve o condicionamento de nunca aceitar cair, perder ou ser superado. Instala-se a neurose de desempenho, base de muitos complexos psicológicos e fundamento da psicose latente. A superação do orgulho, com aceitação de si mesmo, entendendo os próprios limites, mesmo desejando superá-los, parece ser o caminho.

terça-feira, 6 de março de 2012

Mundo Espiritual

Dimensão de realidade onde vivem os espíritos (seres humanos) antes e depois da experiência no corpo material. Locus natural, matriz onde se tecem as expectativas de aprendizagem para as encarnações que necessariamente devam acontecer. Objeto de crenças, fantasias e imagens simbólicas construídas pelo imaginário infantil do ser humano, modifica-se, transforma-se e adapta-se ao inevitável progresso que a tudo abarca. Independentemente das crenças humanas para sua existência real, altera-se, no entanto, pelo modo de pensar e sentir de todos aqueles que lhes penetram as estruturas de funcionamento. Com localização específica, preenche o “vazio” do Universo perceptível povoando-o por grande diversidade de criaturas. Sem tribunais, tronos ou privilégios, não apresenta qualquer beatitude ou eterno sofrimento a quem quer que seja, recebendo a todos os seres humanos, indistintamente e amorosamente. Dele viemos e, naturalmente, para ele voltaremos.

sábado, 3 de março de 2012

Transtorno de Déficit de Sentido da Vida III

São causas prováveis da instalação dos processos que promovem a irrupção do transtorno: a) restrições da percepção das matrizes espirituais da vida; b) excessivo condicionamento à necessidade de estruturar o ego; c) percepção acanhada de si mesmo e de seu papel no mundo; d) ausência de estímulos significativos para construção de ideais de longo prazo; c) cristalização da ideia da morte como fim em si; f) ausência de hábito em utilizar seus próprios potenciais adquiridos em vidas passadas; g) necessidade de criar vínculos de pertencimento; h) não percepção de própria natureza divina; i) concepção primitiva da divindade e de seus atributos; j) concepção reducionista da ideia de liberdade; k) educação infantil deficiente, com indícios de descaso; l) absorção de valores estimuladores de deterioração social. Em diferentes níveis de percepção da realidade, o ser humano se condiciona a uma busca desenfreada por um lugar no próprio mundo, sem se perceber como passageiro temporário dele e, ao mesmo tempo, seu principal agente. Passa grande parte de sua vida tentando se entender, lutando para sobreviver, buscando superar naturais deficiências psicológicas, disputando espaço e tendo de requerer um lugar na sociedade.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Yogananda

Por esses dias li novamente Yogananda. Quanta luz! Quanta amorosidade! Como gostaria de revê-lo nessa encarnação. Assim é o processo: uns retornam, outros se demoram; fica a saudade na vontade do reencontro. O bom é saber que os vínculos do amor, construídos na experiência, envolvidos pela harmonia e pela paz, nunca se desfazem. Uma vez que se ama de fato alguém, poderosas conexões se estabelecem, ligando-se os corações. Penso que o Criador da Vida “brinca” suavemente de amar. Dá-nos a vida para obter que construamos o amor. Senti-lo é representá-lo no amor a alguém. Tudo o que se vive refunde-se no que já se viveu e no que se pretende alcançar. O momento presente é fruto da alquimia das experiências vividas e do desejo consciente de se viver. Cada experiência que se vive, quando sentida como sendo a porta de acesso à totalidade do próprio ser, torna-se rica, plena e passível de transcendência. Viver o amor é experimentar Deus.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Transtorno de Deficit de Sentido da Vida II

Viver apenas buscando o sucesso financeiro ou intelectual, sem horizontes espirituais efetivos para o depois da morte parece ser o principal problema que leva o ser humano a sutilmente apresentar os sintomas do transtorno. Instala-se uma certa neurose de desempenho, na qual o individuo se vê na obrigação de corresponder a exigências culturais que não o levam a resolver o enigma da vida. Viver passa a ser uma obrigação pesada e difícil, pois não consegue atender às exigências que lhe são feitas e que brotam de dentro de si mesmo. É comum as pessoas serem acometidas de outros transtornos associados, tais como: Depressão, Síndrome de Pânico, Transtornos de Ansiedade e Transtornos Obsessivos. Ocorre em ambos os sexos, inicia-se na fase adulta jovem, a partir dos 21 anos, é mais comum na meia-idade e nas classe sociais A, B e C. Apresenta-se em quatro tipos: a) com estagnação funcional; b) com retraimento social; c) com sintomas orgânicos de baixa imunidade; e, d) com alto nível de ansiedade. O transtorno é sutil, de diagnóstico difícil, com buscas frequentes a médicos, com recorrência constante a parceiros e com hábitos e desejos intensos em presentear-se. É comum a pessoa apresentar dificuldade, desde a juventude, em se definir profissionalmente e em consolidar uma relação amorosa. Em alguns casos nota-se dificuldades em submeter-se a provas e testes profissionais.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Renovação pela Reencarnação

Lembro-me vagamente de minha última encarnação. Algumas experiências marcantes, alguns locais e pessoas com quem tive importantes encontros. A primeira lembrança veio num sonho, quando um Amigo Espiritual mostrou-me uma foto apontou uma das pessoas, afirmando: “você já foi este indivíduo, e se chamava...”. Não era um nome conhecido, pois nunca ouvira falar. O sonho me despertou a curiosidade em saber de sua história de vida. No ano 2000, “por acaso”, lendo um livro com mais de trezentas biografias de profissionais ligados à história da psicologia, encontrei o nome dele. Fiquei surpreso, principalmente, ao saber que ele, em 1917, escreveu um livro com o mesmo título/conteúdo de um que escrevi. Essas lembranças confirmaram minha certeza na reencarnação, além de me fazer buscar aprender o que não foi possível na vida anterior.