quarta-feira, 12 de julho de 2017

A paz é uma pessoa 2

A paz, como a desejamos, não é um estado natural. Trata-se do equilíbrio de tensões e de encontro de opostos. Sua instalação exige construção e determinação, cujo esforço deve ser contínuo e de exclusiva responsabilidade do ser humano. O ser humano representa o estado consciente da Natureza e é dele a busca pela paz interior. O humano, com sua percepção consciente, dá sentido à Natureza a sua volta. Por ser responsabilidade humana é que torna a paz uma pessoa. Toda e qualquer pessoa é a paz. Essa pessoa é o leitor que está lendo este livro, tanto quanto sou eu, que o escrevo. Tudo que ocorre com o ser humano é para seu crescimento espiritual e, necessariamente, passa pelo esforço do próprio ser humano. A paz só é possível a partir da pessoa que a deseja. A paz que se deseja só ocorrerá através da pessoa. A pessoa é a paz e a paz é a pessoa. Sem se conhecer, sem se descobrir e sem se transformar não é possível alcançar a paz que se deseja para si e para o mundo.


Extraído do livro O bom da vida.

terça-feira, 11 de julho de 2017

A paz é uma pessoa 1

Geralmente quando pensamos em paz, imaginamos tranquilidade e silêncio exterior, bem como convivência com pessoas harmoniosas e equilibradas. Para isto, esperamos que as pessoas façam sua parte na mesma medida que fazemos a nossa. Acreditamos que a Natureza, em sua complexidade, revela e exala a paz. Porém a Natureza é sempre dinamismo e movimento, não sendo essencialmente pacífica, pois é selvagem e exigente. Ninguém imagina que uma floresta seja pacífica, pois os elementos que nela habitam lutam constantemente pela sobrevivência.



Extraído do livro O bom da vida.


segunda-feira, 10 de julho de 2017

Ter paz interior 8

Favorecimento da paz no outro com palavras, expressões e atitudes diversas que denunciem o real desejo de que o outro com quem interage esteja em equilíbrio psíquico ou o alcance. Mesmo quando o outro pareça estar tentando desestabilizar a comunicação ou obter o desequilíbrio de seu interlocutor, é fator que contribui para a paz interior quem se ocupa, a qualquer tempo, de que o outro obtenha sua harmonia pessoal. Contribuir para que as pessoas se tornem pacíficas e pacificadas favorece um bom estado interior. O eventual desgaste psicológico em lidar com pessoas pacíficas é menor. Deve-se favorecer o estado de bem-estar e paz interior das pessoas, o que harmoniza nosso próprio mundo interno. Ela é fortalecida pela autodeterminação da própria existência e pelo domínio consciente de suas escolhas quanto ao futuro. A tranquilidade de espírito, ou a paz interior, decorre de uma consciência sem medos e sem o desejo de atingir negativamente ou agredir outrem. O bom da vida pressupõe uma satisfação interior, mesmo ciente da existência natural de tensões e diferenças, que haja paz entre as pessoas e que a consciência pacificada gera ideias que melhoram as relações humanas. Experimentar o bom da vida com a consciência em paz oportuniza uma melhor sintonia com as Forças Superiores da Natureza.


 Extraído do livro O bom da vida.

domingo, 9 de julho de 2017

Ter paz interior 7

É também fator determinante para se ter paz interior o envolvimento em atividade geradora de bem-estar coletivo, além de estar trabalhando para a própria manutenção pessoal. Isto implica em recompensas pessoais pela participação em atividades em que haja reconhecimento de seu valor na dinâmica da sociedade. Da mesma maneira, é preciso o engajamento em experiências que gerem endorfinas para que ocorra o equilíbrio corpo-mente. Estar prestando algum serviço comunitário gratuito promove uma sensação psicológica de satisfação íntima, além de contribuir com sua cota de energia em favor da sociedade. O trabalho remunerado deve também proporcionar não só a recompensa material como também satisfação e bem-estar pelo fato de contribuir para a dinâmica social. A sociedade evolui quando todos trabalham para o bem-estar de todos.


Extraído do livro O Bom da Vida.

sábado, 8 de julho de 2017

Ter paz interior 6

É fator determinante para se ter paz interior a certeza íntima quanto ao futuro pessoal, baseada na capacidade de vencer desafios e trabalhar para a consecução dos objetivos desejados. Neste sentido, é fundamental a autoconfiança e a capacitação para que a motivação conte com o suporte da competência na própria personalidade. Isto implica no investimento em si mesmo e em focar o próprio aperfeiçoamento profissional. Nada temer quanto ao futuro, mas construí-lo, pois a inércia e o derrotismo são premiados com um sacrifício maior. Esta certeza íntima não deve levar ao conformismo, mas ao não medo de viver e de superar obstáculos de qualquer natureza.

Extraído do livro O bom da vida.

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Ter Paz Interior 5

É fator determinante para se ter paz interior a paciência possível diante das ocorrências da vida, sem ansiedade ou exigências excessivas de tempo ou de pressa para que o que se deseja venha a se realizar. Esta paciência requer a consciência de que há um ritmo pessoal e outro do Universo, que devem ser sincronizados. É importante o cultivo da tolerância aos equívocos alheios para que não se venha a julgar, projetando a própria sombra nos atos dos outros. Paciência implica em saber ouvir, pois exige empatia, que, em primeira análise, é o estado de espírito que nos permite sentir o que o outro sente, colocando-nos em seu lugar. Paciência requer respeito ao outro na sua dignidade e às suas limitações.

 Extraído do livro O bom da vida.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Ter paz interior 3

É também um fator determinante para a paz interior, o reconhecimento total dos próprios equívocos e da parte negativa da personalidade, sem subterfúgios defensivos para escamoteá-los a si mesmo e, quando necessário, perante terceiros. Significa assumir quem é, buscando uma vida autêntica e, o máximo possível, transparente. Isso significa integrar em si próprio o que considerava pertencente aos outros, até mesmo o que deplora, evitando julgamentos maniqueístas, entendendo que certo e errado, bem e mal, são relativos ao meio e à época. Deve-se entender que a palavra mal tem servido principalmente quando se quer evitar manter contato com o que é desconhecido ou negado.


 Extraído do livro O bom da vida.

terça-feira, 4 de julho de 2017

Ter paz interior 2

A paz, quando conquistada, é inalienável da própria pessoa, não dependendo de fatores externos, que apenas contribuem sem serem sua exclusiva causa. Quando uma pessoa integra à consciência a certeza de que seu destino, portanto, tudo que lhe acontece, tem propósitos superiores que contribuem para sua felicidade, nada teme nem se deixa perturbar ou perder a paz interior. Ela é decorrente da consciência tranquila e segura quanto ao futuro. São fatores determinantes para se ter paz interior:
· Consciência da imortalidade pessoal, isto é, da não perda de sua integridade psíquica, independentemente da morte do corpo físico. Esta certeza da imortalidade é baseada na relação pessoal e direta com Deus, sem o artificialismo dos rituais primitivos, sem o temor e sem a busca de salvação. Isso implica em não ter medo da morte, estando consciente de que se trata de um evento importante, mas não o último. A morte não angustia mais do que a própria vida, pois o depois dela é apenas uma nova fase de continuidade. A consciência da imortalidade retira as preocupações com o que se deixa na vida corporal. A paz interior significa estar conciliado com a morte corporal.

Extraído do livro O bom da vida.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Ter paz interior 1

A paz interior é a base psicológica sobre a qual se assenta a felicidade pessoal. Uma consciência em paz permite o acesso ao melhor de si mesmo pela liberdade alcançada no equilíbrio íntimo da Consciência. O destino do ser humano é ditado pela sua consciência em paz. A paz é um estado íntimo de tranquilidade e confiança em si e em Deus, que impulsiona o Espírito para atitudes que promovem a estabilidade e a harmonia onde se encontra. O bom da vida se apresenta de forma mais intensa e saudável quando é vivido pela consciência em paz. Ela se inicia no ambiente doméstico, pois se não a alcançamos junto às pessoas com quem convivemos será sempre mais difícil com estranho.

Extraído do livro O bom da vida.

domingo, 2 de julho de 2017

Ampliar os limites 3

As dimensões existenciais da vida são campos de atividades que, quando associadas, compreendidas na Consciência, promovem um certo grau de satisfação e aprendizado. Por exemplo, há uma dimensão a que se pode chamar de fraternal, em cujo campo tecem-se relações de amizade com pessoas. Os diálogos, os pensamentos, as emoções e as atitudes nas experiências tidas com elas e que envolvem a construção e a manutenção da amizade, no seu conjunto, constituem essa dimensão que, quando conscientemente vivida, gera satisfação e proporciona aprendizagem. Cito como dimensões típicas, embora possa haver muitas outras, a maternal, a paternal, a familiar, a filial, a emocional, a do lazer, a fraternal, a psicológica, a religiosa, a espiritual, a sexual, a intelectual, a profissional, a financeira, a corporal, a estética, a social, a artística, a criativa, entre outras. Quando se foca o sentido e objetivo do viver em apenas uma das dimensões, está-se limitando as potencialidades, requisitando muito mais encarnações para efetivamente apreender as leis de Deus. Ampliar os próprios limites é viver emocionalmente as experiências da vida em todas as dimensões possíveis, buscando resolver os conflitos que porventura existam em seus campos.


 Extraído livro O bom da vida.

sábado, 1 de julho de 2017

Ampliar os limites 2

A consciência focada em um objeto inibe a percepção detalhada de outro, e isso ocorre em escala maior quando não se apercebe que um exclusivo objetivo futuro poderá limitar a vida, bem como suas realizações. A vida é um complexo de experiências multidimensionais, nas quais aprende-se os princípios básicos que capacitarão o ser humano ao conhecimento efetivo das leis de Deus. Ampliam-se os próprios limites quando se busca e se está emocionalmente atento às experiências nas múltiplas dimensões existenciais. Ao vivenciá-las, deve-se perguntar o que se aprende com seus eventos típicos, isto é, o que se incorpora ao saber.




Extraído do livro O bom da vida.